O governo começou nesta sexta-feira (24) a Semana de Vacinação nas Escolas, com objetivo de atualizar as cadernetas de cerca de 27 milhões de alunos até 30 de abril. A ação acontece em mais de 104 mil escolas públicas e prioriza comunidades vulneráveis.
No Distrito Federal, a campanha mobiliza equipes do Sistema Único de Saúde para aplicar vacinas nas escolas ou direcionar alunos às Unidades Básicas de Saúde, sempre com autorização de pais ou responsáveis.
Que vacinas serão oferecidas e quem pode receber?
As principais vacinas disponíveis incluem HPV (até 19 anos), febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), tríplice bacteriana (DTP), meningocócica ACWY e doses contra a Covid-19. O objetivo é completar esquemas e reduzir lacunas formadas durante a pandemia.
A estratégia prioriza escolas em áreas vulneráveis — como quilombolas, indígenas e rurais — e unidades com maior concentração de beneficiários de programas sociais, ampliando a proteção coletiva nas comunidades e nas escolas públicas do Distrito Federal.
- HPV: jovens até 19 anos
- Tríplice viral: rotina infantil e reforços
- DTP: proteção contra difteria, tétano e coqueluche
- Meningocócica ACWY: para faixa etária definida pelo calendário
- Febre amarela e Covid-19: conforme indicação vacinal
Como autorizar a vacina e o que levar ao local de vacinação?

As escolas devem solicitar uma autorização assinada pelo responsável para vacinar o aluno na própria unidade. Se não houver autorização, a família pode procurar a UBS mais próxima.
Leve documento do responsável e a carteirinha de vacinação física ou o registro digital no aplicativo do SUS. Confira no momento da vacinação se há necessidade de agendamento.
Quem vai viajar para áreas com risco de doenças deve avaliar a caderneta vacinal antes da viagem; autoridades de saúde recomendam checar orientações locais e prestar atenção ao alerta a viajantes em caso de deslocamentos a regiões endêmicas.
O que muda na rotina escolar e na rede de saúde do DF?
A vacinação em escolas reduz a necessidade de deslocamento de famílias e aumenta a chance de completar esquemas entre estudantes. A integração entre saúde e educação também prevê ações de prevenção de violências e promoção da saúde mental ligadas às aprendizagens.
Equipes do SUS farão registro das vacinas aplicadas nas escolas e atualizarão o sistema nacional para acompanhar coberturas. A iniciativa tende a reduzir faltas futuras por doenças preveníveis e a facilitar retorno seguro às salas de aula.
O que os pais do Distrito Federal devem fazer agora
Autorizar a vacinação na escola ou levar a criança à UBS, conferir a carteirinha física ou digital e acompanhar mensagens da escola e da Secretaria de Saúde para datas e documentos necessários.

