O espetáculo “Qualquer Um” volta a cartaz neste fim de semana no Teatro Sesc Paulo Autran, com duas sessões gratuitas nos dias 6 e 7 de junho, sempre às 19h. Os ingressos são gratuitos e precisam ser retirados pelo Sympla.
A montagem transforma relatos de usuários do transporte público do Distrito Federal em peça cênica para discutir acessibilidade, inclusão e o direito à cidade, e terá audiodescrição, intérprete de Libras e monitoria de acessibilidade.
O que a peça revela sobre a mobilidade em Brasília?
A peça expõe problemas recorrentes no deslocamento urbano: estações e ônibus não adaptados, falta de piso tátil e rampas, calçadas em más condições e falta de respeito aos assentos reservados.
As atrizes interpretam personagens que circulam pelas ruas e presenciam essas dificuldades, transformando relatos reais em cena para sensibilizar o público ao impacto cotidiano dessas barreiras no cotidiano brasiliense.
Como assistir: datas, ingressos e recursos de acessibilidade?
Datas e horários: 6 e 7 de junho, às 19h, no Teatro Sesc Paulo Autran. Entrada gratuita mediante retirada antecipada de ingresso pelo Sympla.

O espetáculo oferece audiodescrição, intérprete de Libras e monitoria de acessibilidade; após as sessões haverá bate-papo com o público para troca de experiências e debate.
- Retire o ingresso pelo Sympla antes do evento.
- Chegue com antecedência para orientação da equipe de acessibilidade.
- Se precisar de audiodescrição ou apoio específico, informe a organização no momento da retirada.
- Considere transporte alternativo e planeje o trajeto, já que a mobilidade pode ser afetada por obras ou condições das calçadas.
Onde o espetáculo se encaixa na programação cultural local?
A temporada em Brasília integra um movimento mais amplo por apresentações que levam discussões sociais aos palcos e ocupam espaços públicos com proposta de acesso livre à cultura.
Para quem acompanha a cena local, a realização de apresentações gratuitas com recursos de inclusão dialoga com outras iniciativas de acesso aberto e iniciativas em regiões administrativas, como a recente programação cultural gratuita em Ceilândia, evidenciando esforço por descentralizar oferta cultural no Distrito Federal.
Que impacto a peça pode ter nas políticas de inclusão?
Ao transformar relatos em dramaturgia, a peça busca tornar visível o cotidiano de pessoas com deficiência e ampliar a pressão por mudanças práticas no transporte e no espaço público.
Os debates após as sessões podem servir como ponto de encontro entre cidadãos, ativistas e gestores para mapear demandas e exigir melhorias nas rotas, infraestrutura e fiscalização do respeito aos direitos dos usuários.
Quem produz a montagem?
A peça é assinada por um coletivo que vem articulando trabalhos entre Bahia e Distrito Federal, reunindo estudantes e profissionais de teatro e produção cultural. O grupo tem apresentado outros projetos nos últimos anos e aposta na pesquisa sobre memória e alteridade como base criativa.
Conclusão
“Qualquer Um” volta aos palcos de Brasília como convite à reflexão e ação sobre como a cidade recebe — ou exclui — pessoas com deficiência; a sessão gratuita e os recursos de acessibilidade tornam a ida ao teatro também uma experiência de exercício do direito à cidade.

