O Distrito Federal registrou 29 casos importados de malária em 2025. Todos os pacientes receberam tratamento e foram curados; sete precisaram de internação.
Não há transmissão local na capital, mas a presença de viajantes infectados exige vigilância contínua e atendimento rápido para evitar complicações e identificar possíveis focos importados.
Como isso afeta quem mora em Brasília?
O risco de contrair malária dentro do DF permanece baixo porque não há circulação local do parasita. Ainda assim, os casos revelam impacto direto: moradores que viajam a áreas endêmicas podem adoecer e demandar atendimento médico e internação.
Entre os 29 casos, 19 são residentes do Distrito Federal; os demais vêm de outros estados e foram diagnosticados na capital. A faixa etária varia de criança a idosos e a maioria dos casos foi entre homens.
Por isso, quem volta de viagens à região amazônica ou à África deve ficar atento. Moradores de Brasília que apresentarem sintomas nas semanas seguintes ao retorno precisam procurar atendimento imediatamente.
Quais são os sinais e quando procurar atendimento?
Febre alta, calafrios, dor de cabeça e dores musculares são sinais comuns. Aumento dos batimentos, dor abdominal e inchaço no fígado ou baço exigem avaliação urgente.

- Procure atendimento se tiver febre e histórico de viagem para região endêmica nos últimos seis meses.
- Vá ao serviço de saúde se houver febre persistente, sinais de gravidade ou queda do estado geral.
- Informe sempre o destino da viagem ao ser atendido; isso orienta os exames para malária.
Para suspeitas, a rede do DF mantém equipe volante que atende na rede pública e particular; os contatos são (61) 99145-6114 e 99221-9439 para orientar realização de testes.
O que a rede de saúde do DF oferece e como se prevenir?
Unidades de saúde realizam teste diagnóstico e prescrevem antimaláricos ou terapia combinada quando necessário. Casos graves recebem internação e acompanhamento até a cura.
A Sala do Viajante no Hospital Regional da Asa Norte orienta quem vai a áreas de risco sobre prevenção e medicação profilática quando indicada. Também é recomendável usar repelente, mosquiteiro e roupas que protejam do mosquito durante viagens.
Serviços de saúde atuam para garantir acesso mesmo em dias de grande mobilidade ou eventos na cidade; rotas e bloqueios temporários podem alterar deslocamentos e exigir planejamento prévio.
No transporte e em atividades que envolvem contato com seringas ou sangue, adote medidas de segurança para evitar transmissão não vetorial.
O que fazer se eu voltar de viagem e tiver sintomas?
Procure a unidade de saúde mais próxima e relate o destino da viagem. Solicite exame de sangue para malária e siga o tratamento indicado pelo serviço.
Resumo prático
O DF não registra transmissão local, mas os 29 casos importados mostram que viajantes podem trazer a doença. Vigilância, diagnóstico rápido e tratamento garantem cura; a prevenção antes e durante a viagem reduz o risco de adoecer.

