A Rodoviária do Plano Piloto completa um ano sob concessão com mudança clara na avaliação dos usuários: a aprovação subiu para cerca de 86%, ante 45% antes da gestão privada. Obras em infraestrutura, reforço da segurança e serviços de acolhimento justificam a melhora no índice.
O terminal segue sob controle operacional público do Semob-DF, enquanto a concessionária cuida da manutenção e da gestão dos espaços. Diariamente, cerca de 700 mil pessoas passam pelo local, entre passageiros e trabalhadores, o que torna as intervenções relevantes para o dia a dia da cidade.
As intervenções impactam diretamente a vida no DF, com equipamentos funcionando de forma mais constante e espaços reorganizados para dar fluidez ao trânsito de pedestres.
Que obras e serviços foram entregues?
A concessionária modernizou equipamentos e recuperou áreas comuns. Escadas rolantes e elevadores receberam manutenção contínua, reduzindo paradas longas.
Também entraram em operação um novo Centro de Controle Operacional e um sistema integrado de videomonitoramento com dezenas de câmeras.
- Modernização de escadas rolantes e elevadores
- Centro de Controle Operacional com monitoramento ampliado
- Reforma de banheiros e recuperação estrutural de pilares e lajes
- Novos serviços de acolhimento: sala multissensorial, fraldário e sala de amamentação
Como isso afeta quem usa o terminal no dia a dia?
Passageiros relatam deslocamento mais rápido e menos obstáculos nos corredores. A organização das lojas e a retirada de pontos informais diminuíram aglomerações em áreas de passagem.

Profissionais que atendem pessoas com deficiência disseram que as rotas internas ficaram mais previsíveis e seguras, o que facilita o trabalho de mobilidade assistida.
Essas mudanças deixam o terminal mais seguro?
Sim. A percepção de segurança subiu de forma expressiva junto com a expansão do monitoramento e a presença de equipes de manutenção e segurança. O índice de ocorrências por vandalismo caiu a níveis quase nulos.
O uso de reconhecimento facial no circuito de câmeras ampliou a capacidade de atuação em eventos de risco, ajudando a manter o terminal fora de uma zona de risco.
O que mudou para comerciantes e empregos no terminal?
O modelo de gestão promoveu a regularização de vendedores. Quiosques e lojas passaram a operar com contratos de locação, em substituição a permissões informais.
Hoje o terminal concentra cerca de 150 estabelecimentos formais que geram centenas de empregos diretos, com apoio para formalização em parceria com órgãos de apoio ao empreendedorismo.
Conclusão
As intervenções na rodoviária reduziram falhas operacionais, melhoraram acessibilidade e reforçaram a segurança, com impacto direto na rotina de quem circula pela capital. A próxima etapa prevê a construção de um novo terminal BRT, com potencial para alterar novamente o fluxo e a mobilidade urbana na região.

