Projeto do deputado Robério Negreiros propõe que agressores de mulheres usem tornozeleira eletrônica de cor rosa para facilitar identificação durante abordagens e reforçar a proteção das vítimas.

No Distrito Federal, a proposta acende debates sobre eficácia e aplicação prática em bairros com maior concentração de ocorrências de violência doméstica e sobre a integração com as forças de segurança locais.

O que prevê a proposta

A proposta determina que, quando a Justiça ordenar o uso de tornozeleira eletrônica a um acusado de violência contra a mulher, o equipamento seja padronizado na cor rosa para sinalizar o risco.

Segundo o texto, a cor serviria para que agentes de segurança e servidores públicos identifiquem rapidamente investigados durante fiscalizações e abordagens.

Se aprovada, a medida deve impactar rotinas de acompanhamento e fiscalização em áreas urbanas, incluindo a rotina de vida em Brasília, onde há maior circulação de pessoas e demandas por atendimento policial.

Como isso pode mudar as abordagens no DF

Agentes poderão perceber à distância a presença de um monitorado e priorizar checagens imediatas, diz a lógica do projeto.

Cena externa com pessoa segurando tornozeleira rosa, grupo desfocado e prédio público ao fundo.
Amostra de tornozeleira rosa exibida durante debate público em frente a prédio público.

Na prática, a eficácia depende de integração entre monitoramento eletrônico, bancos de dados e protocolos das polícias Civil e Militar do DF.

  1. Se identificar alguém com tornozeleira, não confronte a pessoa;
  2. Registre local e hora e, se houver risco, acione 190;
  3. Se for vítima ou testemunha, procure a Delegacia de Proteção à Mulher ou disque 180.

Quais são os riscos e críticas

Civilistas e defensores de direitos apontam risco de estigmatização e de exposição da vítima, caso o uso da cor leve a retaliações.

Há também dúvidas sobre a eficácia de uma medida estética sem investimentos em monitoramento ativo, força policial e políticas de proteção integradas.

A proposta pode repercutir além da segurança: em comunidades, iniciativas culturais e econômicas locais podem sofrer impacto — por exemplo, projetos que geram empregos no DF podem enfrentar maior vigilância e estigmas, exigindo diálogo entre gestores públicos e lideranças comunitárias.

O que muda para quem vive no DF

Para moradores, a mudança pode significar abordagens mais rápidas em vias e espaços públicos, mas também a necessidade de esclarecimento sobre direitos e limites da identificação por cor.

Organizações de proteção à mulher e autoridades do DF terão de ajustar protocolos para evitar exposição indevida das vítimas e garantir que a ferramenta sirva para reduzir riscos efetivos.

Conclusão

O projeto avança como tentativa de tornar mais visível o monitoramento de agressores, mas seu impacto real em Brasília e no DF vai depender de ajustes legais, capacitação das forças de segurança e diálogo com a sociedade civil.

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Como fundador e principal voz por trás do Gazeta Brasília, dedico-me a trazer aos meus leitores uma cobertura aprofundada e imparcial dos acontecimentos que moldam nossa capital e o país, com um olhar atento às nuances da política, economia e cultura local, sempre buscando informar e fomentar o debate construtivo.