Live veio para ficar. Empresas e artistas apostam em produções profissionais, sem perder o ar intimista 

Com a pandemia do novo coronavírus, muitas tendências vieram para ficar. Esse é caso das lives. No conforto e segurança de casa, é possível assistir shows de vários artistas nacionais e internacionais todos os dias. De acordo com dados do YouTube, obtidos pela Exame, a procura por esse tipo de conteúdo cresceu 4.900% no Brasil durante a quarentena. Os benefícios são inúmeros: custo, conforto, variedade de opções, além do clima mais intimista da produção.

Na avaliação de Ana Luísa Tomé, sócia da Red Streaming, a crise tem transformado os hábitos de consumo na área do entretenimento. “O segmento de eventos e shows teve que se reinventar para sobreviver. E esse formato agradou o público. É possível montar toda uma estrutura para que as pessoas possam se divertir em casa mesmo, seguras e livres da covid-19. Acreditamos esse estilo de evento veio para ficar”, explica a empreendedora de uma companhia especializada na direção, equipe técnica, estrutura completa e espaços para lives. 

Quase todos os dias no Brasil, há pelo menos uma transmissão ao vivo no YouTube com mais de 1 milhão de pessoas assistindo, comentando e compartilhando o conteúdo nas redes sociais. O fenômeno é mundial. A consultoria americana Tubular Labs, especializada no segmento de vídeos na internet, também indica que houve um aumento de 19% nas transmissões ao vivo pelo YouTube no fim de março.

“É possível montar um evento de acordo com o perfil do artista e do público dele. Dessa forma, conseguimos transformar os projetos em conexões digitais ainda mais fortes. Essa é a sacada da live. As pessoas de casa têm interesse em saber como é o ídolo na intimidade, de uma forma mais descontraída e acessível”, conclui Tomé.