Uma lei do Distrito Federal passa a exigir que o Instituto Médico Legal reserve e equipe uma sala exclusiva para acolher crianças e adolescentes durante a realização de exames em casos de violência. O objetivo é reduzir o sofrimento das vítimas e garantir condições técnicas e de privacidade durante os procedimentos periciais.
Para quem vive em Brasília, a mudança promete alterar a rotina de atendimentos em casos de violência infantil, aproximando serviços de saúde, perícia e proteção à infância no atendimento inicial.
O que muda no atendimento no IML?
A principal mudança é a criação de um espaço dedicado para menores de 18 anos, separado das salas usadas para adultos. A ideia é evitar a exposição desnecessária diante de outras vítimas e profissionais.
Além do ambiente físico, a lei prevê que a sala seja equipada para acolhimento humanizado e realizada por profissionais capacitados, integrando medidas de proteção e suporte psicossocial.
Essa medida deve impactar diretamente quem precisa buscar atendimento no Distrito Federal, oferecendo mais privacidade e preparo para procedimentos que já são traumáticos.
Como a família deve proceder ao procurar o IML?
Procure orientações imediatas das autoridades policiais e de saúde ao identificar violência contra criança ou adolescente. O IML atua para exame pericial, enquanto polícia e serviços de proteção atuam na investigação e acolhimento.

Para agilizar o atendimento, leve documentos e informações que ajudem a identificação e relato do caso. Se possível, vá acompanhado por responsável legal ou por um profissional de assistência social.
- Documentos pessoais da criança ou adolescente
- Documento de quem acompanha (identidade e comprovação de vínculo)
- Informações sobre data, local e condições do fato
- Comunicação prévia à polícia ou ao Conselho Tutelar quando possível
Que estrutura e equipamentos a sala deve ter?
A lei sinaliza a necessidade de mobiliário adequado, paredes e decoração menos clínicas, e equipamentos que permitam exames periciais sem expor a criança a constrangimentos. Também prevê espaço para acompanhantes e atendimento psicossocial.
O texto legal enfatiza a articulação entre perícia, saúde e assistência social para evitar encaminhamentos fragmentados. Instituições do DF deverão definir protocolos para uso e manutenção do espaço.
No meio do processo, autoridades e gestores locais terão de detalhar normas de operação, alimentação de prontuários e fluxos de encaminhamento conforme a realidade de cada unidade — veja como a sala no IML para crianças pode alterar rotinas já existentes.
Quem fiscaliza e qual o prazo para implementação?
A fiscalização caberá às instâncias de gestão do DF e aos órgãos de controle responsáveis por serviços públicos de saúde e perícia. As secretarias devem publicar normas e prazos para adaptação das unidades.
Enquanto as salas não estiverem plenamente instaladas, unidades podem adotar medidas provisórias para proteger menores, como agendamento diferenciado e salas de triagem adaptadas.
Conclusão
A nova regra traz resposta prática à necessidade de atendimento mais humanizado para vítimas infantis em Brasília, mas sua eficácia dependerá da rapidez na implementação, capacitação de equipes e coordenação entre saúde, perícia e proteção infantil.

