Empresários usam a criatividade para contornar a crise causada pelo novo coronavírus

Devido a impossibilidade de funcionamento de alguns setores que não são essenciais, empresas precisaram se redescobrir para conseguir manter os empregos. Espaços físicos, assim como os coworkings, que precisam de pessoas dentro dos escritórios para funcionar, tiveram que recorrer a novos meios durante esse período de isolamento social. 

Para Flávio Mikami, sócio proprietário do Espaço 365, coworking localizado em uma das Asas de Brasília, a situação foi de descobertas. “Precisei inovar e procurei novas maneiras para manter os coworkers e também manter nossos colaboradores” completa.

Uma das medidas adotadas por Flávio foi o “Pague o que Puder”. Cada coworker que possui um escritório no espaço, pode se sentir à vontade para pagar de aluguel o valor que estiverem em condições no momento. “A ideia dessa medida é incentivar as pessoas a permanecerem conosco. É como um ato de “estender as mãos”, dessa forma conseguimos superar esse momento”, explica.

A maioria das empresas que estavam acostumadas com espaços e vendas físicas recorreram à internet para atender os clientes. Para Eiiti Yuri, que está à frente da Nano Garden, loja especializada em plantas e terrários, o investimento em vendas on-line foi essencial para manter o negócio funcionando. 

“As redes sociais eram uma forma de manter o relacionamento com a clientela. Dar dicas de como cuidar do terrário, como deve ser a rega das plantas adquiridas com a gente e coisas do tipo. Com a crise, comecei a investir no delivery e o retorno foi excelente. E isso é algo que manterei com certeza quando voltarmos ao normal”, ressalta Eiiti.