Chega o final do ano, viagem, festas e comemorações, mas para alguns animais essa não é a melhor época.

Os cães, particularmente, apresentam muita sensibilidade a estímulos sonoros, visto que seu sistema auditivo é extremamente desenvolvido, especialmente com a função de caça e guarda. Porém a resposta de defesa exagerada dos indivíduos dessa espécie tem sido relatada principalmente aos sons de fogos de artifício, trovão e tiro de armas de fogo.

Alguns sons adquirem significado particular para o indivíduo quando passam associado a uma situação estressante ou marcante, e podem posteriormente representar perigo em potencial, assim como, os sons de características ameaçadoras. Nessa época de festas, há muitos barulhos agudos e geralmente os animais estão sozinhos em casa, podendo fazer com que o animal desenvolva comportamento de estresse e de medo quando há esse tipo de barulho.

Um reflexo de surpresa pode ocorrer em resposta a sons repentinos de alta intensidade e caráter assustador, podendo ser atenuado quando o indivíduo sabe que ele irá ocorrer, e podendo ser exacerbado em situações de tensão, medo e de abalo emocional. Provavelmente o caráter imprevisível, a conotação negativa que a espécie apresenta a esses sons e a intensidade próxima ao limiar de audição, possa justificar tais reações.

Por isso é importante que os tutores tenham cuidado nessa época, principalmente com animais medrosos e que apresentem mudanças de comportamento com esse tipo de som.

A fobia aos estampidos de fogos de artifício e trovoadas podem provocar tentativa de evasão, andar estereotipado (andar sem cessar para lá e para cá), vocalização, tremor corporal, respiração ofegante e lambeduras incessantes, podendo haver traumas mais graves e fugas.

Muitas vezes, estes distúrbios comportamentais são causados por uma variedade de fatores, e a melhor maneira de tratá-los é através de uma combinação procedimentos. A associação de treinamentos comportamentais, estratégias preventivas e, em alguns casos, medicamentos, assim como terapia naturais como a homeopatia e florais de Bach, podem ser indicadas para o seu animal após avaliação completa de todos os aspectos que tornaram a situação em medo.

Cada fobia tem uma origem e cada animal apresenta personalidade diferente em relação ao medo, por isso uma terapia pode não funcionar em um cão e um outro responde bem. Por vezes será necessário um longo treinamento e associação de várias terapias para que o animal se sinta menos estressado com aquela situação.

De toda forma, é importante, que os tutores busquem ajuda para esse tipo de comportamento, para que não só o final de ano seja repleto de alegrias, mas todo o tempo!

Serviço:

Pompeu Clínica Veterinária (61) 3711-9006/ 99277-2738

SHIN – CA 10 – Loja 12 – Lago Norte – Brasília-DF

[email protected]