Me peguei ouvindo essa canção de Ingrid na madrugada. Era um sábado e eu não tinha deixado de dizer nada a ninguém. Veio uma solidão estranha, a falta do vazio. Não sei se estou sendo muito superficial, naquele instante, a melancolia até me pareceu algo aprazível. Maldita canção que harmoniza com chá de hortelã e frio. Qual motivo deu estar triste? Será que essa tristeza tem nome? Melhor eu esquecer tudo. Vivi isso ouvindo a melodia de Domingo.

Ingrid é uma nova cantora brasiliense. Ascende de uma geração de artistas da música de um movimento bem contemporâneo, gente que faz música dentro de casa. Teimo em chamar de geração Eilish. Porém, criar termos é algo muito ousado pra esse ser que vos escreve. Melhor chamar de “música mais descolada dessa galera nova”. Essa busca pelo folk com elementos bem modernosos é um caminho sem volta no mundo da música pop. Creio até ser uma volta ao pop de popular com sonoridades bem trabalhadas. Que bom ter artistas assim na cidade.

Uma letra de 2019 e que ainda bate forte nos ouvidos, ainda mais nesse período tão recluso que vivemos. Domingo é uma bela canção. Produção do talentoso Fernando Vaz (ellefante), outro artista para se anotar o nome e procurar material. Preparação vocal da maravilhosa Ana Paula Plá. Ingrid é um dos novos nomes da música brasiliense. Autoral, jovem e corajosa. É um som feito aqui com as melhores referências da atualidade. Uma artista da cidade pronta para encarar o mundo.

É assim que nossa cidade ganha uma baita Artista.

E assim, chega o seu primeiro clipe:

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Nobu Kahi | Ator e Professor de artes em Brasília
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