A data reforça a importância da inclusão da comunidade surda na sociedade

O Dia Nacional da Educação do Deficiente Auditivo é celebrado nesta sexta. A data alerta para a inclusão da comunidade surda. Segundo pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 466 milhões de pessoas no mundo possuem alguma deficiência auditiva. A previsão é que, nos próximos trinta anos, o número dobre e chegue a 900 milhões.

Gleison Barcelos, fonoaudiologia da clínica Microsom, explica que, atualmente, ainda há um grande caminho a percorrer para a inclusão dos deficientes auditivos. No momento atual, por conta da pandemia, a comunicação ficou ainda mais desafiadora por falta de investimento no ensino bilíngue tanto na iniciativa privada, quanto pública. Ou seja, é necessário o ensino da Língua Portuguesa juntamente com a Língua de Sinais, o que facilita o processo de aprendizagem.

Segundo o especialista em audiologia, existem alternativas para facilitar a comunicação nas aulas. “Para os estudantes que estão em ensino à distância, por exemplo, os aplicativos de transcrição instantânea podem ser uma excelente alternativa. Eles vão captar o som e transformá-lo em texto”, ressalta o fonoaudiólogo. Outro fator citado por Gleison, é a importância das legendas e do intérprete de libras, o que nem todas as instituições têm disponibilizado.

Inteligência artificial

A tecnologia pode ser uma grande aliada para melhorar a qualidade de vida de quem vive com a deficiência auditiva. Gleison afirma que os avanços dos aparelhos auditivos têm sido muito importantes, beneficiando cada vez mais a saúde dos usuários.  “Ter um aparelho auditivo não é questão de luxo, trata-se de uma oportunidade para que os deficientes auditivos se comuniquem melhor e consigam manter suas interações sociais”, explica. 

Já tem aparelhos no mercado que são capazes de captar o áudio com mais eficiência, detectar quedas e monitorar dados físicos e cognitivos do usuário, frequência cardíaca, movimentos realizados, entre outros. Até tradução simultânea de 27 idiomas. E tudo isso pode ser monitorado por um aplicativo. “A grande inovação de aparelhos, como o Via Edge AI, é a presença de sensores que otimizam a captura de áudio, reduzindo o tempo de resposta ao paciente. Além disso, os usuários podem acompanhar as atividades diárias, como física e cognitiva”, explica