O Distrito Federal recebe um ciclo gratuito de oficinas de percussão popular brasileira no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul) entre 14 de abril e 7 de maio. O projeto reúne sete módulos temáticos com mestres e artistas locais e pretende ampliar o acesso à prática musical na cidade.
Voltado a participantes a partir de 13 anos, o ciclo oferece formação básica e troca de saberes, com intérprete em todas as atividades e cota para pessoas com deficiência, além de instrumentos disponíveis para uso durante os encontros.
O que as oficinas oferecem?
O ciclo abrange ritmos variados — do maracatu ao choro, do coco ao axé — e aposta em encontros curtos para estimular a prática e a circulação de conhecimento entre estudantes e profissionais.
Para quem acompanha a vida cultural local, a iniciativa funciona como ponto de encontro entre tradição e renovação na cena percussiva da cidade: vida cultural de Brasília que se reflete em diferentes linguagens rítmicas.
- Maracatu — Lirys Catharina (14 a 16/4)
- Pagodão Baiano — André Costa (14 a 16/4)
- Samba‑Enredo — Mestre Anderson (22 a 24/4)
- Choro — Valério Xavier (28 a 30/4)
- Coco — Mestra Martinha do Coco (28 a 30/4)
- Ritmos do Oeste Africano — Nãnan Matos (5 a 7/5)
- Axé — Célin du Batuk (5 a 7/5)
Como participar e o que mudou nas vagas?
As oficinas são gratuitas, abertas a maiores de 13 anos e não exigem experiência prévia. Participantes podem levar seus instrumentos, mas o projeto também disponibiliza equipamentos durante as sessões.

A procura superou a expectativa: as inscrições se esgotaram rápido e a organização ampliou o limite por turma de 20 para 30 vagas para atender mais pessoas. A equipe já projeta novas edições e ajustes no calendário para acomodar interessados e evitar conflitos com outros compromissos que possam alterar escalas em Brasília.
Acessibilidade e logística prática
O espaço oferece acessos adaptados, banheiros acessíveis e sinalização tátil. Todas as oficinas terão intérprete e previsão de vagas reservadas para pessoas com deficiência.
As atividades acontecem no período da tarde e da noite, facilitando a participação de quem estuda ou trabalha. O local, na 508 Sul, tem oferta de transporte público e acesso a pé para moradores próximos da região central.
Qual o impacto para quem mora no DF?
Além da formação musical, o ciclo fortalece a cena local ao valorizar mestres e mestras que mantêm e reinventam práticas tradicionais. A presença de artistas da cidade cria redes de convivência e oportunidades para continuidade de projetos culturais.
O financiamento por meio de fundo público permite a democratização do acesso e reforça políticas locais que estimulam a cultura como prática comunitária. Para moradores, isso significa acesso a atividades gratuitas que combinam formação, lazer e preservação de identidade cultural.
Conclusão
O Cerrado Percussivo amplia a oferta de formação musical gratuita no DF, reforça a visibilidade da percussão local e cria canais de inclusão e troca entre artistas e comunidade — uma resposta prática à demanda por mais espaços culturais acessíveis na capital.

