Desde a interdição parcial da ala psiquiátrica em fevereiro de 2024, 132 internos foram desinternados; 7 continuam internados, segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). A saída em massa expôs gargalos da rede de saúde mental e acelerou encaminhamentos para serviços comunitários no DF.

Para quem vive em Brasília, a mudança se traduz em maior movimento em unidades de pronto atendimento, busca por vagas em serviços de reabilitação e pressão sobre famílias que passam a cuidar de pacientes sem suporte institucional pleno.

Como a saída impactou a rede de atendimento do DF?

A desinternação de centenas de pessoas elevou a demanda por acompanhamento ambulatorial e vagas em serviços substitutivos. Profissionais de CAPS, UPAs e equipes de saúde mental da atenção básica passaram a receber casos que antes estavam sob internação.

Municípios e região central concentram a maioria dos encaminhamentos, o que pressiona a oferta de terapias, leitos de observação e visitas domiciliares; moradores relatam filas e espera por avaliação psiquiátrica. Veja mais sobre a situação dos serviços em Brasília.

Há risco para segurança pública e para moradores?

A saída não significa automaticamente aumento de crimes, mas altera como casos são tratados pela saúde e pela segurança. Autoridades orientam que ocorrências com risco imediato continuem a ser registradas por policiais ou acionem o SAMU quando houver emergência médica.

Mãos preenchendo ficha sobre pilha de prontuários, fundo desfocado
Detalhe de atendimento e documentação no serviço social que recebe ex-internos; fila e prontuários sugerem sobrecarga administrativa.

No cotidiano, vizinhos e comerciantes podem notar mudanças no comportamento de pessoas que receberam alta. A saída de 132 internos obrigou integração maior entre saúde, assistência social e segurança para monitorar casos de maior risco.

O que famílias e vizinhos devem fazer na prática?

Buscar apoio profissional e estruturar rotinas ajuda na reintegração. Abaixo, passos práticos para quem convive com alguém que deixou a internação:

  • Procure o CAPS ou a unidade de saúde mais próxima para agendar acompanhamento psiquiátrico e psicológico.
  • Solicite a rede de atenção básica visitas domiciliares quando houver risco de descompensação.
  • Organize medicação e horários, mantendo prescrições e contatos médicos sempre acessíveis.
  • Acione assistência social (CRAS/CREAS) para orientação sobre benefícios e acesso a programas locais.
  • Em emergência ou comportamento violento, ligue para o SAMU (192) ou para a Polícia Militar (190), conforme a urgência.

Conclusão

A desinternação de 132 pessoas mudou a rotina dos serviços de saúde e das famílias em Brasília. O desafio agora é ampliar atendimentos comunitários, garantir seguimento clínico e integrar saúde, assistência social e segurança para reduzir riscos e preservar a convivência local.

Compartilhar.

Como fundador e principal voz por trás do Gazeta Brasília, dedico-me a trazer aos meus leitores uma cobertura aprofundada e imparcial dos acontecimentos que moldam nossa capital e o país, com um olhar atento às nuances da política, economia e cultura local, sempre buscando informar e fomentar o debate construtivo.