O grupo Zenga Baque Angola promove neste domingo (28), às 10h, uma oficina gratuita dedicada ao gonguê, o instrumento metálico que orienta as marcações do Maracatu de Baque Virado. A atividade será na Casa de Cultura do Guará e as inscrições são feitas por formulário eletrônico.

Para quem mora no Distrito Federal, a formação representa uma oportunidade direta de acesso a saberes da cultura afro-brasileira, com foco na prática coletiva e na transmissão intergeracional do ritmo que conecta Brasília a referências pernambucanas.

O que é o gonguê e qual seu papel no Maracatu?

O gonguê é um instrumento de metal que atua como relógio rítmico dentro do conjunto de maracatu, marcando as cadências que guiam alfaias, caixas e outros tambores. Seu padrão sonoro define entradas, quebras e a estrutura do cortejo.

Além da função musical, o gonguê organiza a performance coletiva e ajuda a manter repertórios tradicionais vivos, situando o maracatu na cena cultural do Distrito Federal e na cena cultural de Brasília.

Quem pode participar e o que será ensinado?

A oficina é voltada a iniciantes e a quem já toca percussão. A abordagem mistura teoria e prática, com exercícios de execução, marcação de padrões e exercícios de integração com outros instrumentos.

Oficina de maracatu em círculo com instrutor de costas segurando gonguê
Cena ambiental da oficina gratuita no DF: participantes em círculo aprendem o gonguê com instrutor de costas, enfatizando transmissão cultural.
  • Fundamentos básicos de condução rítmica
  • Marcação e variações do padrão de gonguê
  • Diálogo com alfaias, caixas e instrumentos de suporte
  • Prática coletiva e orientações sobre construção sonora do cortejo

Que impacto a oficina tem para quem vive no DF?

As formações ampliam o acesso a práticas culturais que, muitas vezes, ficam concentradas em capitais do Nordeste. Para o brasiliense, elas representam chance de aprender técnicas, integrar redes locais e fortalecer a identidade cultural.

Oficinas com foco em instrumentos tradicionais também geram efeitos práticos: melhor qualificação de músicos, criação de repertórios locais, e fortalecimento de grupos comunitários que organizam manifestações e eventos culturais.

No contexto de políticas culturais, atividades como essa se somam a outras iniciativas de capacitação e geração de renda, como as oficinas gratuitas voltadas à formação profissional e à economia criativa no DF.

Como se articula com outras ações e o que vem a seguir?

O ciclo formativo inclui ainda uma oficina sobre alfaia, agendada para julho, e ações de confecção e manutenção de instrumentos e figurinos.

Esse intercâmbio entre Brasília e nações de maracatu de Pernambuco ajuda a manter vivas práticas ancestrais e a criar pontes entre mestres, grupos e novos praticantes no Distrito Federal.

Conclusão

Quem quiser participar deve se inscrever pelo formulário online antes do evento; a oficina é gratuita e ocorre neste domingo, às 10h, na Casa de Cultura do Guará.

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Como fundador e principal voz por trás do Gazeta Brasília, dedico-me a trazer aos meus leitores uma cobertura aprofundada e imparcial dos acontecimentos que moldam nossa capital e o país, com um olhar atento às nuances da política, economia e cultura local, sempre buscando informar e fomentar o debate construtivo.