Passo o tempo todo imerso nesse mundo de likes e comentários. Trabalho de professor todo on-line. Trabalho de Artista todo on-line. Virei um algoritmo criativo alimentado por arroz, 4G, feijão e alguma proteína.

Tenho raros momentos que não sou digital. Raríssimos. Ainda mais em pandemia. Desço um porre do veneno etílico mais forte até entorpecer quando isso acontece. Não sei. Parece que me sinto estranho analógico. E olha que eu prefiro muito mais. Tenho bons hábitos de trabalho e estou me lixando pra números nas redes sociais. Se me importasse não postava uma foto tão sem tratamento e o texto aqui seria mais motivacional.

Conversando hoje sozinho descobri que nessa brincadeira de ser um ser presente onde quer que fosse, encontrei rápido numa forma de ganhar um trocado aqui. O principal, fazer Arte aqui. Ainda de qualidade duvidosa. Não sinto o esgoelamento criativo do isolamento para o Artista. Isso é sério.

Voltando a falar de mim, chatão, aliás, descobri que algo aqui faz você estar bem próximo a mim. Acho bom isso. Pra você ver o quanto é danoso e difícil tentar trabalhar com algo tão onírico. Danoso mesmo. Um golpe em meu sonho e desmorono por completo. Essa identificação trouxe afeto. Afeto digital. Né bomzaozao, mas é bom. Não é medido por likes. É mensurado por ecos e retornos. Eu falo e alguém responde. Parece o palco. Estou sozinho. Sozinho e com vocês. Digital.

Um dia voltaremos ao analógico. Enquanto isso, continuem admirando minha roupa de trabalho. Quem pode, pode.

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Nobu Kahi | Ator e Professor de artes em Brasília
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